Pela verdadeira História Paulista

Você já reparou numa coisa estranha? Nos livros de história, os portugueses descobrem o Brasil, e temos um mapa das Capitanias Hereditárias. E aí só voltam a aparecer mapas depois da independência. Não houve nada de interessante durante quase 300 anos para não ter mais mapas?

Claro que aconteceu! Só não querem que você saiba a verdade. Veja na apresentação abaixo o que não querem que você descubra:



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O ponto é que não interessa ao governo federal brasileiro ensinar nas escolas a verdadeira história paulista. São Paulo tem uma rica história colonial própria, bem diferente do Brasil. Quem, hoje em dia, sabe o nome de cor o nome de um grande bandeirante? Mas sem eles, o parte da América do Sul que fala português hoje em dia seria muito, muito menor mesmo. E quem sabe quem foi o cacique Tibiriçá? Sem ele a vila de São Paulo simplesmente não teria durado tempo suficiente para conquistar mais de 65% do atual território brasileiro. Mas nada disso lhe ensinaram na escola, certo?

E você sabe por que nada disso lhe foi ensinado? Porque simplesmente não interessa que ao goveno federal que você conheça a verdadeira história paulista. Nos tempos coloniais, nossos bandeirantes adentraram as matas da América do Sul, expandindo o território paulista e garantindo o atual tamanho do Brasil. São Paulo quis a independência, mas foi traído logo depois pelo imperador Pedro I. Quisemos um país próprio em 1888, e depois, em 1932. De fato, há documentos da Coroa Portuguesa em que textualmente o rei de Portugal era alertado para vigiar de perto os paulistas, por seu 'excessivo amor à liberdade'.

A história paulista é rica e muito bonita - temos nossos próprios heróis, nossas façanhas, nossas conquistas e isso gera orgulho. Um orgulho de ser paulista que é perigoso aos olhos do muitos de fora de São Paulo.

E por que é perigoso? Porque a melhor maneira de acabar com a vontade de um povo de ser livre é negar a própria existência desse povo. E a melhor maneira de fazer isso é negar a história deste povo. Quem nega a existência de uma história paulista não quer que as pessoas que moram em São Paulo se identifiquem com o seu passado, e assim, não tenham consciência de que nós, os paulistas, somos um povo a parte sim, diferente do brasileiro, por termos uma história diferente.

Veja só alguns exemplos de como é rica e bonita a história paulista que não te contaram na escola:

Maria Sguassábia, a 'Mulan Paulista'

Stela Rosa Sguassábia, mais conhecida como Maria Sguassábia, pode muito bem ser considerada a 'Mulan paulista', por ter sido a única mulher a ir para o front de bataha durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Professora rural, forte e corajosa, Maria Sguassábia embarcou secretamente entre os soldados e foi para a trincheira na zona de guerra, em Espírito Santo do Pinhal. Com bravura, rendeu um tenente brasileiro, mas sua verdadeira identidade foi descoberta. Ela então implorou ao seu comandante para que fosse aceita no batalhão. Após a derrota da revolução, o governo brasileiro, por vigança, a fez perder o cargo como professora primária.

Luís Gama: negro, advogado, abolicionista

Num tempo em que não havia negros em faculdades e a escravidão era a regra, Luís Gama usou a força da lei para libertar escravos. Ele é um símbolo das possibilidades que São Paulo dá a todos os paulistas de coração. Nascido de mãe negra livre e pai branco em Salvador (nordeste do Brasil), Luís Gama foi, contudo, feito escravo aos 10, e teve de se mudar para São Paulo. Foi, porém, em terras paulistas, onde viveu maior parte de sua vida, até falecer em 1882, que ele conquistou judicialmente a própria liberdade, e passou a atuar com advocacia, que aprendera a duras penas, em prol dos cativos, sendo já aos 29 anos um autor consagrado e considerado o maior abolicionista de seu tempo.

Monteiro Lobato, empresário versus ditadura

Muitos conhecem Monteiro Lobato apenas como um escritor do livros infantis. Mas ele personificou como poucos o empreendorismo e o desejo pela liberdade do paulista. Anos antes da criação da Petrobrás, ele criou uma empresa para procurar petróleo. Mas esse empreendimento feria interesses de empresas estrangeiras. O governo brasileiro, lembrando da atuação de Lobato a favor de São Paulo em 1932, o pos na cadeia. Ao ser solto, prosseguiu com a cruzada pelo petróleo e ainda denunciou as torturas praticadas pela ditadura. O governo federal decide então atacar sua editora: livros editados por ele foram recolhidos, e muitos foram queimados.

Propostas do SPL

Palestras em universidades

Realização de palestras e simpósios obre a História Paulista, e criação grupos de estudos sobre o tema nas universidades.

História paulista nas escolas

Introdução da matéria 'História Paulista' durante o novo ano do ensino fundamental, nas escolas públicas e privadas do estado.

Eventos, mostras & exposições

Organização de mostras e exibições de utensílios, mapas, fotos, filmes e documentários relacionadas à História Paulista.

São Paulo Livre é um movimento civil pacífico, apartidário, que organiza ações sobre a causa separatista, como palestras, reuniões, debates e manifestações públicas. Não há espaço para racismo, segregação ou conclamação à violência no SPL. Toda e qualquer pessoa é bem-vinda para filiar-se ao movimento.

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